terça-feira, 3 de maio de 2011

Timothy Leary

É + ou - assim...

'Tudo é feito de ondas. No nível dos elétrons e nêutrons. Ondas de história, ondas culturais. Quanto mais você pensa sobre o processo de evolução do ser humano, mais você chega à própria estrutura da natureza. É a teoria do quantum. As coisas vem embaladas em formas seqüenciais, cíclicas, móveis e sempre mutantes'. Leary e Pezman concordaram sobre o fato de que o surfista começa a desenvolver um interessante senso de percepção das ondas e de outros fenômenos da natureza como chuvas, ventos e raios. 'É claro que uma das coisas excepcionais sobre o surf é que você está lidando com os elementos mais básicos de todos. Há muito pouca tecnologia envolvida. Não há simbolismos. É o indivíduo lidando com as forças do oceano, que por sua vez, dependem do poder da lua, das marés, dos fluxos e deslocamentos das massas. Não é por acaso que muitos surfistas aproximam-se de alguma forma do misticismo. Fazem verdadeiras excursões neurológicas lidando com o infinito e as turbulências. Não só as do mar, mas as de seus próprios cérebros. Eles surfam na verdade, ondas cerebrais. Um jogo cerebral no mundo fluido. Tenho feito muitas conferências e escolhi uma coisa como meu símbolo: o surf. Gostaria de ter um filme com um surfista no momento em que corta a parede de uma onda forte, se movendo constantemente, bem na boca do tubo. Essa posição para mim, é a metáfora da vida. Uma vida de conciência elevada. Você pensa no tubo como sendo o passado, o surfista como o agente da evolução, num ponto em que se dirige ao futuro mas tendo que manter contato com o passado pois é nele que consegue a força para ir adiante. A onda está quebrando atrás de você e você não pode perder a velocidade exata, senão. Eu penso que os surfistas são pessoas avançadas. Surfar é sinal de evolução. As pessoas que o fazem tendem a ser saudáveis, o que é um dos maiores sinais de civilização, tendem a ser não violentas, amantes do prazer. Gente boa. viajando, vendo outras culturas, estabelecendo relações de boa qualidade além das fronteiras. Surfistas brincam com o pecado original, a coisa mais chata do mundo: a gravidade. Eles conseguem suspender por alguns segundos ou minutos a chatice da gravidade. Eles experimentam a liberdade pós-terra, pós-vida'.

fonte: Blog SurfOnline

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